A
diferença entre o saber e o vivenciar
Por estes dias, assistindo a alguns vídeos sobre uma
“Semana de prosperidade”, comecei a pensar na sutil diferença que percebi numa
definição de conhecimento e sabedoria: “Sabedoria é o conhecimento que é
aplicado”. Pois é... Muitos dos conhecimentos veiculados naqueles vídeos eu já
conhecia – o que ainda não havia feito, era vivenciá-los!
Por anos a fio, venho me dedicando a ler livros e mais
livros com o intuito de “aperfeiçoar meu espírito”, “promover meu
desenvolvimento espiritual”, “me tornar uma pessoa melhor” e “cumprir minha
missão de vida”... Mas, só há pouco tempo, me dei conta de que tenho vivido em
função do futuro – parecia que sempre faltava saber alguma coisa mais para
estar preparada para dar início à tal missão.
Contudo, ouvindo a palestra do coach da Prosperidade, me dei conta de que o empecilho ao total
desenvolvimento do meu ser era minha “mente bloqueada e sonhadora”! A grande
sabotadora na realização de meus projetos sou eu mesma... Difícil digerir isso,
não é? Pior ainda quando me dou conta de que esta é uma realidade que há muito
eu conhecia.
Acredito que era pouco mais que adolescente quando
assisti a um filme que envolvia rituais de índios americanos: um xamã instruía
o neto a passar pelas provas que o tornariam seu sucessor. Do alto de um
penhasco, o rapaz descia por uma corda até a entrada de uma caverna. Não
poderia regressar pelo mesmo caminho; para sair da caverna, deveria vencer seu
pior inimigo. Com a visão já acostumada à falta de iluminação do local, ele
sente sair de si uma espécie de luz, que se condensa formando uma réplica
perfeita do próprio rapaz. Seu pior inimigo era ele mesmo!
Quando alguém nos diz algo parecido, muitas vezes
classificamos isso de “insanidade”... Porém, já parou para pensar naquelas
pessoas que, apesar de todas as disposições em contrário, se saem vitoriosas em
situações cujos obstáculos teriam feito muitos outros desistirem? Pois é: a
mente vitoriosa não toma as dificuldades como empecilhos, mas, sim, como
desafios a serem vencidos.
Estou “chovendo no molhado”? Pode ser... Só que hoje
uma amiga me contou sua pequena/grande vitória sobre si mesma, passando a
colocar o respeito por si como essencial para estruturar o relacionamento com
outras pessoas – sejam familiares, ou não. E isso me fez pensar que, muito mais
que de conhecimento, as mudanças em nossas vidas dependem mesmo é de atitudes:
aplicar o que sabemos para, aí sim, promovermos resultados satisfatórios.
Complicado, porém não impossível, é vencermos a mente
sabotadora - bloqueada e sonhadora -, que insiste em nos subjugar com crenças
limitantes, tentando fazer crer que nunca sabemos o bastante para transformar
nosso conhecimento em sabedoria. Não é aquele que muito sabe quem realmente
consegue manifestar a prosperidade – ou o que quer que seja – em sua vida...
Mas, sim, aquele que sabe aplicar seu conhecimento, fazendo com que a sabedoria
assim manifesta auxilie a si mesmo, assim como às pessoas que estão à sua
volta.
Então, que tal começarmos a praticar nossa sabedoria?
Eu, aos poucos, estou fazendo a “roda do destino” girar...
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